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  IBGE / Vendas no varejo: Comércio cresce 13,9% em maio e registra maior alta nas vendas em 20 anos

Data: 08/07/2020

 

Vendas no varejo

Comércio volta a crescer em maio e registra maior alta nas vendas em 20 anos

Editoria: Estatísticas Econômicas  Umberlândia Cabral

 

08/07/2020 09h00 Última Atualização: 08/07/2020 09h14

 
Adaptação aos novos modelos de vendas foi um dos fatores que contribuíram para o crescimento do varejo - Foto: Tânia Rego/Agência Brasilia

O volume de vendas do varejo cresceu 13,9% em maio, maior crescimento desde o início da série histórica, em janeiro de 2000. A alta foi insuficiente para o setor recuperar as perdas de março e abril, que refletiram os efeitos do isolamento social para controle da pandemia de Covid-19. No acumulado do ano, o varejo registrou queda de 3,9%. Já nos últimos 12 meses, o cenário é de estabilidade (0%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (8) pelo IBGE.

O gerente da PMC, Cristiano Santos, explica que os números positivos aparecem após o mês em que foi registrado o pior patamar de vendas da série histórica (-16,3%). “Foi um crescimento grande percentualmente, mas temos que ver que a base de comparação foi muito baixa. Se observamos apenas o indicador mensal, temos um cenário de crescimento, mas ao olhar para os outros indicadores, como a comparação com o mesmo mês do ano anterior, vemos que o cenário é de queda”, analisa.

A pesquisa aponta uma perda de ritmo dos impactos do isolamento social no comércio. De todas as empresas coletadas pela pesquisa, 18,1% relataram impacto do isolamento em suas receitas em maio. Em abril, esse número era 28,1%, o maior percentual desde o início da pandemia. Com isso, há a indicação de crescimento nas atividades dessas empresas.

“A massa salarial teve uma queda de 7,3 bilhões no último trimestre, como apontou a PNAD Contínua. Mas em maio também teve uma parcela do 13º salário dos aposentados e o auxílio emergencial, que já estava na sua segunda edição, benefícios que a massa de rendimento não engloba. Então muitos fatores colaboram para esse crescimento, como o próprio aumento das atividades. De alguma maneira, houve algum impacto na abertura dessas lojas físicas e também uma acomodação no modo diferente de trabalhar, como as entregas, por exemplo”, comenta Cristiano.

 

Volume de vendas no comércio varejista (%)

 

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Variação mês / mês anterior com ajuste sazonal Brasiljunho 2019julho 2019agosto 2019setembro 2019outubro 2019novembro 2019dezembro 2019janeiro 2020fevereiro 2020março 2020abril 2020maio 2020-20-1001020

Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal de Comércio

Todas as oito atividades observadas no comércio varejista registraram taxas positivas na passagem de abril para maio. Entre as que apresentaram maior crescimento percentual estão Tecidos, vestuário e calçados (100,6%), Móveis e eletrodomésticos (47,5%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (45,2%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (18,5%). Já o setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que tinha recuado em abril, cresceu 7,1% em maio.

O comércio varejista ampliado, que inclui também as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material e construção, cresceu 19,6% em relação a abril, descontando parte da queda dos dois meses anteriores. A atividade Veículos, motos, partes e peças cresceu 51,7%, enquanto Material de construção registrou 22,2%.

Vendas do varejo crescem nas 27 unidades da federação

As 27 unidades da federação tiveram crescimento no volume de vendas do comércio varejista na passagem de abril para maio. Entre os maiores destaques estão Rondônia (36,8%), Paraná (20,0%) e Goiás (19,4%). No comércio varejista ampliado, a variação também foi positiva nas 27 unidades da federação, com destaque para Rondônia (35,2%), Rio Grande do Sul (27,9%) e Espírito Santo (27,1%).

Comércio registra queda de 7,2% na comparação com maio de 2019

Quando comparado com maio de 2019, o comércio varejista recuou 7,2%, com taxas negativas em sete das oito atividades. A maior contribuição no campo negativo no indicador interanual veio do setor de Tecidos, vestuário e calçados, que recuou 62,5%.

O setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foi o único setor a crescer no indicador interanual, com aumento de 9,4%. A pesquisa indica que esse resultado se deve ao fato de que o setor foi considerado uma atividade essencial, o que manteve suas lojas físicas abertas durante o período de quarentena.

Já o setor de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, que abriga atividades também consideradas essenciais, recuou 2,6% nas vendas frente a maio de 2019, sendo a segunda taxa negativa consecutiva. Apesar de não ter tido suas lojas físicas fechadas durante a pandemia, o setor vem registrando perda de ritmo.


Em maio, vendas no varejo avançam 13,9%

Editoria: Estatísticas Econômicas

 

08/07/2020 09h00 Última Atualização: 08/07/2020 11h53

 

Em maio de 2020, o comércio varejista nacional cresceu 13,9% frente a abril, na série com ajuste sazonal, após recuo recorde de 16,3% em abril. É a maior alta da série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 2000. A média móvel trimestral foi de -2,6%. Na série sem ajuste sazonal, em relação a maio de 2019, o comércio varejista caiu 7,2%. No acumulado do ano, o varejo recuou 3,9%. Já o acumulado nos últimos 12 meses manteve-se estável em 0,0%.

No comércio varejista ampliado, que inclui Veículos, motos, partes e peças e Material de construção, o volume de vendas cresceu 19,6% em relação a abril. A média móvel foi -5,9%. Em relação a maio de 2019, o comércio varejista ampliado recuou 14,9%. O acumulado no ano registrou queda de 8,6%, contra recuo de 6,9% no mês anterior. O acumulado nos últimos 12 meses foi de -1,0%.

Período

Varejo

Varejo Ampliado

Volume de vendas

Receita nominal

Volume de vendas

Receita nominal

Maio / Abril*

13,9

 9,9

 19,6

 15,1

Média móvel trimestral*

-2,6

-3,4

 -5,9

-5,8

Maio 2020 / Maio 2019

-7,2

-5,2

-14,9

-12,1

Acumulado 2020

-3,9

-0,6

  -8,6

-5,4

Acumulado 12 meses

 0,0

 2,7

  -1,0

  1,4

*Série COM ajuste sazonal
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria 

O volume de vendas no varejo, em maio de 2020, com aumento de 13,9% com relação a abril, indicou uma recuperação do comércio varejista nacional após dois meses de queda devido ao cenário de pandemia e isolamento social iniciado em março de 2020. O aumento representa uma recuperação dos meses anteriores, com níveis recordes no campo negativo, tanto no comércio varejista, quanto no comércio varejista ampliado. Porém, essa recuperação não foi suficiente para inverter o sinal nos demais indicadores, como na comparação interanual, que registrava -17,1% em abril, passando a -7,2% em maio. No ano, o comércio continua intensificando o ritmo de queda, passando de -3,1% até abril para -3,9% até maio. Nos últimos meses, o ritmo de crescimento diminui desde março de 2020, sendo nulo em maio (0,0%) no caso do comércio varejista, e invertendo o sinal no caso do comércio varejista ampliado (-1,0%).

Com crescimento de 13,9% no volume de vendas do comércio varejista na passagem de abril para maio de 2020, na série com ajuste sazonal, o mês de maio registrou taxas positivas em todas as oito atividades pesquisadas. Do ponto de vista das Unidades da Federação, houve resultados positivos nas 27 unidades.

No confronto com maio de 2019, na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista teve queda de 7,2%, reduzindo o ritmo de queda de abril de 2020 (-17,1%), mas com a terceira taxa negativa consecutiva e com predominância de taxas negativas, atingindo sete das oito atividades pesquisadas. No acumulado em 12 meses, o varejo registrou recuo de 3,9%, intensificando ritmo de queda iniciado em abril (-3,1%). No acumulado em doze meses, o comércio varejista registrou estabilidade (0,0%) indicando também desaceleração com relação a abril (0,6%). 

comércio varejista ampliado, frente a maio de 2019, recuou 14,9% reduzindo o ritmo de queda frente a abril de 2020 (-27,4%), na terceira taxa negativa consecutiva. Assim, o varejo ampliado acumulou perda de 8,6% no indicador acumulado no ano de 2020 contra -6,9% no mês anterior. O acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 0,8% até abril para -1,0% até maio, registra primeiro sinal negativo para a série desde setembro de 2017. 

Todas as oito atividades pesquisadas tiveram altas  

Na série com ajuste sazonal, na passagem de abril para maio de 2020, houve alta em todas as oito atividades pesquisadas: Tecidos, vestuário e calçados (100,6%), Móveis e eletrodomésticos (47,5%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (45,2%), Livros, jornais, revistas e papelaria (18,5%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (16,6%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,3%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (7,1%) e Combustíveis e lubrificantes (5,9%).

BRASIL - INDICADORES DO VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES:
 Maio 2020

ATIVIDADES

MÊS/MÊS ANTERIOR (1)

MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR

ACUMULADO

Taxa de Variação (%)

Taxa de Variação (%)

Taxa de Variação (%)

MAR

ABR

MAI

MAR

ABR

MAI

NO ANO

12 MESES

COMÉRCIO VAREJISTA (2)

-2,8

-16,3

13,9

-1,1

-17,1

-7,2

-3,9

0,0

1 - Combustíveis e lubrificantes

-11,2

-15,2

5,9

-9,9

-25,3

-21,5

-11,6

-4,0

2 - Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo

14,3

-11,7

7,1

11,0

4,7

9,4

5,2

2,7

       2.1 - Super e hipermercados

15,1

-11,5

7,4

12,0

5,8

10,9

5,9

3,0

3 - Tecidos, vest. e calçados

-42,2

-69,0

100,6

-39,7

-80,8

-62,5

-37,5

-13,0

4 - Móveis e eletrodomésticos

-25,9

-21,0

47,5

-12,2

-35,7

-7,1

-6,2

1,2

       4.1 - Móveis

-

-

-

-10,8

-40,7

-13,3

-9,3

0,4

       4.2 - Eletrodomésticos

-

-

-

-12,4

-33,3

-4,1

-4,9

1,5

5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria

1,5

-16,8

10,3

12,0

-9,8

-2,6

2,9

5,3

6 - Livros, jornais, rev. e papelaria

-36,2

-51,7

18,5

-33,6

-70,3

-67,1

-27,2

-19,7

7 - Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação

-14,2

-28,9

16,6

-23,2

-45,6

-38,2

-25,3

-10,4

8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico

-26,9

-29,5

45,2

-18,0

-45,2

-18,9

-13,5

-1,2

COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3)

-14,0

-17,5

19,6

-6,4

-27,4

-14,9

-8,6

-1,0

9 - Veículos e motos, partes e peças

-37,0

-35,8

51,7

-21,2

-58,1

-39,1

-22,5

-4,0

10- Material de construção

-17,4

-1,9

22,2

-7,5

-21,1

-5,2

-6,7

-0,6

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio. 
(1) Séries com ajuste sazonal. (2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1a 8.  (3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10       
 

 

Principais atividades: 

Tecidos, vestuário e calçados, com o recuo de 62,5% no indicador interanual, exerceu a principal contribuição no campo negativo, somando -5,4 p.p. do total de -7,2% do comércio varejista. O setor é um dos que mais vem sofrendo influência da pandemia, registrando a terceira taxa negativa nessa comparação. No acumulado no ano, o setor já registrava, em maio -35,7%, aumentando o ritmo de queda para este indicador, que era -29,9% em abril. O acumulado nos últimos doze meses, ao passar de -7,9% em abril para -13,0% em maio, também intensifica a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2020 (-0,2%).

 




 

 

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