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  IBGE: Setor de Serviços cae 6,9% em março

Data: 12/05/2020

 

Setor de Serviços cae 6,9% em março

Editoria: Estatísticas Econômicas  Umberlândia Cabral  

 

12/05/2020 09h00 Última Atualização: 14/05/2020 09h01


 

Hotéis e restaurantes foram os principais serviços afetados pelas medidas de isolamento social - Tomaz Silva/Agência Brasil

 

O volume de serviços caiu 6,9% em março, em comparação com fevereiro, alcançando o pior resultado do setor na série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), iniciada em janeiro de 2011. Os dados de março, divulgados hoje (12) pelo IBGE, mostram que a retração é uma consequência das medidas de isolamento social para conter o avanço do contágio da Covid-19. É a segunda queda consecutiva do setor, que recuou 1% em fevereiro.

Todas as cinco atividades pesquisadas tiveram quedas, com destaque para serviços prestados às famílias (-31,2%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-9%).

“Essa queda é motivada, em grande parte, pelas paralisações que aconteceram nos estabelecimentos, sobretudo nos restaurantes e hotéis, que fazem parte dos serviços prestados às famílias. Outras empresas também sentiram bastante depois do fechamento parcial ou total, como os segmentos de transporte aéreo e algumas empresas de transporte rodoviário coletivo de passageiros”, explica o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

 

Volume de serviços (mês/mês anterior)

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Variação mês / mês anterior com ajuste sazonal Brasilabril 2019maio 2019junho 2019julho 2019agosto 2019setembro 2019outubro 2019novembro 2019dezembro 2019janeiro 2020fevereiro 2020março 20200-7,5-5-2,52,5 abril 20190,5 %

Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal de Serviços

 

Os impactos observados sobre as empresas do setor de serviços foram sentidos principalmente nos últimos dez dias do mês de março, quando começaram as paralisações. “Aos poucos os governos locais foram tomando medidas mais fortes no sentido de se praticar o isolamento social e com isso algumas empresas de setores considerados não essenciais, como restaurantes, acabaram tendo que funcionar de forma parcial, muitas vezes migrando para o sistema de delivery, mas os hotéis não têm essa opção e acabaram fechando”, explica o gerente.

Os serviços prestados às famílias tiveram a queda mais intensa desde o início da série histórica, enquanto transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio tiveram a segunda queda mais intensa da série, ficando atrás apenas de maio de 2018, quando ocorreu a greve dos caminhoneiros.

As outras atividades que tiveram queda nesse mês foram serviços profissionais, administrativos e complementares (-3,6%), informação e comunicação (-1,1%) e outros serviços (-1,6%).

Regionalmente, 24 das 27 unidades da federação também tiveram resultados negativos em março, quando comparado a fevereiro, com destaque para São Paulo (-6,2%) e Rio de Janeiro (-9,2%), pressionados pelos segmentos de alojamento e alimentação. Os únicos impactos positivos vieram do Amazonas (1,9%), de Rondônia (3,1%) e do Maranhão (1,1%).

Na comparação com março de 2019, o volume do setor de serviços recuou 2,7% em março de 2020, com retração em duas das cinco atividades de divulgação: serviços prestados às famílias (-33,4%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-3,4%).

“Essa taxa de 2,7% interrompe uma sequência de seis taxas positivas. A retração dos serviços prestados às famílias foi pressionada pelos segmentos de hotéis e restaurantes e os serviços profissionais, administrativos e complementares, pressionados pelas empresas de administração de programas de fidelidade, vigilância e segurança privadas, atividades correlacionadas à engenharia, entre outras”, exemplifica Rodrigo.

Índice de atividades turísticas cai 30%

A queda nos segmentos de hotéis e restaurantes, além de transportes aéreos de passageiros e agências de viagens, também impactou o índice de atividades turísticas de março, que caiu 30% em relação a fevereiro. É a retração mais acentuada desde o início da série histórica, também iniciada em janeiro de 2011.

Regionalmente, todas as 12 unidades da federação pesquisadas neste indicador acompanharam a retração observada no país, com destaque para São Paulo (-28,8%), Rio de Janeiro (-36,6%) e Minas Gerais (-30,8%).




 

 

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