Petrópolis, 28 de Setembro de 2021.
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  Senhores Dirigentes e Membros do Instituto

Data: 25/01/2010

Senhores Dirigentes e Membros do Instituto,

 
    li a matéria do Presidente Luiz Carlos Gomes esta manhã (Diário) e, respeitosamente, quero trazer alguns elementos ao debate. Não participarei da audiência por fugir, literalmente, das mesmas. Ordem do Dr. Edílio Evangelista da Silva, e ordem de cardiologista não se discute, até por covardia.
    Bem sei que a cidade - e o Município? - está dividida em quarteirões e vilas. Mas os nomes usados no dia a dia não se tratam só de designações populares; a AMPLA, os Correios, a Oi, a Justiça Eleitoral, o IBGE, Águas do Imperador, entre outros, reclamam uma divisão por bairros oficial, já que cada qual adota a sua, em amável balbúrdia. O Valparaíso é uma "designação popular"? Então que a Câmara o diga, pois é de sua competência, e designe o bairro pelo nome histórico. Mas que faça o mesmo com a Independência, o Taquara, a Maria de Lima, o Morro do Alemão, e toda essa nova e mega cidade que compõe Petrópolis. E, também, com os Distritos, onde os bairros se formam ao Deus dará.
    Vejam que a Justiça Eleitoral não aceita nenhuma limitação de eleitorado por bairro, ou por Quarteirão. Nem o IBGE. E se os Correios erram, ao situarem os logradouros em bairros populares nos CEPs, já definem uma resposta ao debate, queiramos, ou não. E assim por diante.
    Nosso censo não é detalhado pela indefinição oficial de nossos bairros (vide o Dr. Sebastião Carlos Carvalho); não podemos apresentar projetos populares de leis por desconhecer os eleitorados dos bairros que não existem (vide as nossas ZEs).
    E os Distritos? Itaipava não conta menos de duas dezenas de bairros. O 2º Distrito? Muito mais ainda.
    Eu até acharia simpático morar em um Quarteirão, embora Valparaíso seja nome tão bonito. Mas qual a concessionária que me acompanhará nessa toponimia? E a PMP, nas suas Administrações Regionais, deixará de falar em Mosela e Quitandinha?
    Deixo essas reflexões para a consideração do Instituto. A Rua Monsenhor Bacelar está aflita para deixar de ser, ora, Centro, ora, Valparaíso. E o Quarteirão Italiano, ex-Independência que não quer ser confundido com o "Alto", bem merece ser algo de papel passado.
    Se me permitem a sugestão, penso que o IHP deveria conversar com a Ampla, Oi, Correios, Águas do Imperador, IBGE e Justiça Eleitoral. A população não quer tal ou qual nome, penso, mas um só, unificado e oficial. No caso dos Distritos, os eternos olvidados, seus moradores querem morar em algum lugar.
    A questão é seríssima, tem muitas implicações, inclusive o respeito à História (em parte do território). E à Constituição, pois 5% do eleitorado do Valparaíso, é algo desconhecido. Assim como de qualquer Quarteirão, creio. E a situação só mudará quando a Câmara resolver se pronunciar.
    Mas, com todo o respeito, Petrópolis me parece carecer de uma divisão oficial por bairros, sim, quaisquer que sejam eles. Hoje, se compararmos o que decidiram as diversas Autoridades e Concessionárias, veremos que a população vive no caos e tem direitos constitucionais cerceados.
    Se fui inconveniente, perdão. Se ajudei, fico feliz.
    Peço permissão para mandar cópia ao Diário - que me perguntara sobre os bairros da cidade - e aos amigos do Planejamento. Pois parece-me que é tema a ser pensado, também, pelo Instituto JFK, tão logo nasça.
    Atenciosamente,
    Philippe Guédon



 

 

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