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  Moradores sem alternativa para fugir dos riscos

Data: 10/01/2012

A casa, na beira do precipício, por causa da queda de barreira, continua ocupada pela família de Maria de Souza.

Mais de um ano depois da queda de uma barreira, na Rua Atílio Maroti, moradores da comunidade ainda convivem com o medo. Até agora, medidas preventivas, como a construção de um muro de contenção, ainda não foram tomadas. Isso porque a família não tem condições de arcar com tal despesa. Além de uma ação movida pelo Ministério Público Estadual, com o objetivo de obrigar a prefeitura a fazer o serviço, existe um processo correndo pela 4ª Vara Cível.
Ao todo, de acordo com Adilson Aleixo, presidente da Associação de Moradores do Atílio Maroti, no caso de novos deslizamentos, cerca de dez famílias seriam prejudicadas. O barranco começou a despencar no dia 8 de dezembro de 2010 e, na ocasião, a terra chegou a fechar a rua. Desde então, os moradores estão em busca de solução junto à Defesa Civil. “As famílias levaram quase seis meses para conseguir a liberação dos laudos e, depois disso, passaram a cobrar providências e, como não viam resultados, procuraram o MP”, conta Adilson.
Mas, enquanto aguardavam soluções, os moradores foram surpreendidos pela visita de técnicos da Defesa Civil, entregando documentos que determinavam a saída das famílias, pois as casas seriam demolidas. No entanto, não deram qualquer orientação ou assistência às pessoas. Indignadas, lideranças comunitárias chegaram a procurar o órgão em busca de mais informações. “Querem, simplesmente, que as pessoas deixem as suas casas, mas, em contrapartida, não oferecem qualquer apoio. Dessas dez famílias prejudicadas, apenas uma delas é beneficiada com o aluguel social, porém, mesmo assim, é obrigada a complementar o valor para poder pagar pela moradia”, conta o ex-vereador.
Uma das casas que seria demolida é a da família da aposentada Maria de Souza Gomes, de 83 anos. Segundo Carlos Jorge de Souza Gomes, 57, filho da idosa, a família não tem para onde ir. “Nos mandaram sair, mas não deram solução. Aguardamos pela vontade de Deus porque, ao que parece, se depender da vontade do homem nada será feito”, diz.
Na frente da casa existe um barranco de aproximadamente 15 metros de altura. Na época do deslizamento, através da assessoria de comunicação da PMP, a Defesa Civil explicou que “o proprietário recebeu todas as orientações sobre o que deveria ser feito, entre elas a construção de rede de drenagem e captação de esgoto, mas a casa não precisou ser interditada, já que não apresentou trincas ou outros indícios que comprometessem a estabilidade do local”.
Ontem, a Defesa Civil informou que aguarda uma liberação judicial para realizar a demolição do imóvel em questão. Todos os procedimentos de assistência social às famílias estão em andamento, como a inserção das mesmas no aluguel social.

Fonte: Tribuna de Petrópolis, 08 de Janeiro de 2012.




 

 

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