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  Ferroviários comemoram seu dia e pedem a volta dos trens

Data: 30/04/2009

Ferroviários comemoram seu dia e pedem a volta dos trens

 

            No dia 30 de Abril é comemorado o dia do ferroviário. E nesse mesmo dia, mas 1854, era inaugurado o primeiro trecho da Estrada de Ferro do Brasil, denominado Companhia de Navegação à Vapor e Estrada de Ferro Petrópolis, que ligava o Porto de Mauá à Fragoso. O projeto de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, foi um dos grandes impulsos para o desenvolvimento do município.

 

            Para Isaac Kayat, engenheiro e participante do grupo, a volta do trem seria de extrema importância econômica e social para Petrópolis. Desde 2008, o Núcleo regional de Petrópolis da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária (AFPF), tem lutado para o desenvolvimento de atividades que visam à conscientização da população, das associações de moradores, dos antigos ferroviários e do poder público para a recuperação do trem em Petrópolis.

 

            “A meta é conseguir a volta do trem para Petrópolis seja uma realidade. Queremos que a cidade possa receber mais um atrativo turístico, com o projeto do trem indo até o Centro Histórico. Por isso vamos lutar em prol do desenvolvimento deste projeto e resgatar também a história da cidade, que passa necessariamente pela da Estrada de Ferro do Príncipe do Grão Pará e aproveito para parabenizar todos os ferroviários do país pelo seu dia”, ressaltou.

 

Um pouco da história

 

            O prolongamento da Estrada de Ferro para o interior da região fez surgir os bairros do Meio da Serra, Cascatinha, Corrêas, Nogueira, Itaipava e Pedro do Rio. Também com a ferrovia, nasceram as indústrias Cometa, Dona Izabel, Companhia Fábrica de Papel de Petrópolis, que se beneficiaram do transporte da matéria-prima e do escoamento da produção pelos trilhos da Estrada de Ferro Grão Pará. Até a década de 50.

 

            A malha ferroviária do país em 1950 tinha mais de 30 mil quilômetros de extensão, sendo que três mil pertenciam à empresa The Leopoldina Railway. Hoje a realidade é bem diferente Além do desmantelamento da malha restante, muitos ramais foram desativados, destruídos e vendidos como sucata. As oficinas e estações foram desmontadas a partir de 1965. Todos os valores pelos quais os ferroviários lutam foram desprezados e até o momento, o dia 30 de abril continua apenas uma mera lembrança para os que amam a história da Estrada de Ferro Príncipe Grão Pará que se confunde com o desenvolvimento de Petrópolis.

 

 

 

Fonte: Diário de Petrópolis – 30 de abril de 2009.

Autor: Leandro Rabelais




 

 

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