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  Colhendo flores entre espinhos

Data: 17/06/2010

COLHENDO FLORES ENTRE ESPINHOS

Frei Antônio Moser lança 26º livro de sua vida

 

Sexta-feira, dia 25 de junho de 2010, a partir das 20h no Centro Educacional Terra Santa, localizado à Rua Monsenhor Bacelar, 590, Valparaíso, será realizado o lançamento do livro “Colhendo flores entre espinhos”, nova obra de Frei Antônio Moser.

Moser que atualmente soma a Presidência da Editora Vozes e do Centro Educacional Terra Santa com as aulas de Teologia Moral e Bioética no Instituto Teológico Franciscano (ITF) em Petrópolis/ RJ, e as atividades como membro do Conselho Administrativo da Diocese de Petrópolis/ RJ, Pároco da Igreja de Santa Clara, membro da Comissão de Bioética da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e do Comitê de Pesquisa em Ética da Universidade Católica de Petrópolis (UCP), além de conferencista no Brasil e no exterior, não consegue parar de se dedicar a uma de suas grandes paixões, escrever.

         De acordo com Moser o livro é um projeto de anos que agora se concretiza. Entre as razões pelas quais escreveu a obra, Frei Antônio Moser declara: “já entrei na terceira idade e um sempre maior número de brasileiros – 16 milhões - já chegou lá também. Além disso, a terceira idade de uma forma geral vai se tornando problema social grave, já que nosso país não possui infra estrutura adequada para cuidar dessa população”.

A obra é o resultado de uma pesquisa indireta de mais de 3 anos e um trabalho contínuo nos último seis meses. A escolha dos sub temas que o livro aborda teve como base inicial a tese doutoral de Ana Maria Moser, que além de co-autora do livro é sobrinha de Frei Antônio Moser.

Ana Maria Moser que é psicóloga formada na UFPR – Universidade Federal do Paraná em 1981, possui especialização em Metodologia do Ensino Superior pela PUCRS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e promove atividades com terceira idade desde o início em 1994 na Univale-SC. A mestre e doutora em Psicologia Experimental pela USP/SP – Universidade de São Paulo - formou-se apresentando ambos os trabalhos de conclusão com temas relacionados ao idoso e a terceira idade de uma forma geral.

O título da obra, “Colhendo flores entre espinhos”, foi pensado a partir do princípio de que muitas pessoas ao chegarem na terceira idade passam a perceber apenas os problemas da vida, ou seja, os espinhos. Frei Moser acredita e afirma: “Eu vejo mais rosas que espinhos, por isso intitulei o livro dessa forma”.

Moser afirma que diferente da maior parte dos livros publicados para a terceira idade, o a obra não segue a linha de receitas de auto ajuda. “O meu livro é um estudo de Antropologia Teológica”, declarou. “Colhendo flores entre espinhos” é uma obra sobre o saber viver cada etapa. Moser declara que a vida é um processo e “na terceira idade você ao mesmo tempo é a mesma pessoa e não é a mesma pessoa. A essência do ser humano continua a mesma, mas os traços positivos e negativos se acentuam e são mais percebidos por quem convive conosco”, lembrou.

“Na obra, desde o terceiro capítulo insistimos várias vezes nesta tônica: o envelhecimento faz parte de um processo existencial. Esse processo também pode ser denominado de caminhada. Toda caminhada apresenta um início, um meio e um fim. Fim não significa logo sentar-se para aguardar a morte. Quem fez um logo caminho apenas chegou ao topo da montanha da vida”, explica Frei Antônio Moser. O autor afirma que é preciso ir em frente com a vida, pois ela não chegou ao final com a constatação da terceira idade.

O lançamento que será realizado no salão de eventos na instituição em que preside, ou seja, no Centro Educacional Terra Santa, será composto por uma palestra sobre o livro, sessão de autógrafos e um coquetel especial para os interessados na temática.

 

OS AUTORES

 

Ana Maria Moser

É psicóloga formada na UFPR – Universidade Federal do Paraná em 1981, possui especialização em Metodologia do Ensino Superior pela PUCRS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Promove atividades com terceira idade desde o início em 1994 na Univale-SC. Fez o mestrado e o doutorado em Psicologia Experimental na USP/SP – Universidade de São Paulo, ambos com temas relacionados ao idoso e a terceira idade de uma forma geral. Atualmente é professora da PUCPR no curso de Psicologia, ministrando as disciplinas: Aspectos biopsicossociais do desenvolvimento do adulto e idoso, Análise experimental do comportamento. No curso de Serviço Social é responsável pela disciplina: Psicologia aplicada ao serviço social, em Fisioterapia dá aula na grade de Psicologia aplicada à Fisioterapia e no curso de Direito ministra a disciplina de Psicologia Jurídica.

 

Frei Antônio Moser

Diretor Presidente da Editora Vozes e do Centro Educacional Terra Santa, professor de Teologia Moral e Bioética no Instituto Teológico Franciscano (ITF) em Petrópolis/ RJ, Membro do Conselho Administrativo da Diocese de Petrópolis/ RJ, Pároco da Igreja de Santa Clara, Membro da Comissão de Bioética da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Membro do Comitê de Pesquisa em Ética da Universidade Católica de Petrópolis (UCP), além de conferencista no Brasil e no exterior.

 

O LIVRO

 

COLHENDO FLORES ENTRE ESPINHOS: CONSTRUINDO O FUTURO A PARTIR DO PRESENTE

 

Capítulo I: Juventude, felicidade e imortalidade: trilogia que alimenta o imaginário humano

1. Felicidade, onde moras?

2. Onde ficam as fontes da juventude perene?

3. A eterna busca da imortalidade

 

Capítulo II: Envelhecimento: sonho ou pesadelo?

1. Demografia: realidade ampla, complexa e diversificada

2. Diferentes maneiras de planejar a família e a população

3. Entre longevidade, envelhecimento e velhice: sonho ou pesadelo?

 

Capítulo III: Envelhecimento como processo existencial

1. Quem são as pessoas idosas?

2. Envelhecimento como processo dinâmico e surpreendente

3. Administrar perdas e ganhos: eis o grande desafio

 

Capítulo IV: Como pessoas de idade podem viver com qualidade

1. Fatores múltiplos que atuam sobre o núcleo inicial

2. Acolhida do diferente: caminho seguro para encontrar-se e realizar-se

3. Longevidade, qualidade de vida e processo educativo

 

Capítulo V: Marcas físicas de envelhecimento

1. A importância do código genético

2. A importância do meio ambiente

3. Corpo e corporeidade: para além da mera biologia

 

Capítulo VI: Aspectos psicológicos

1. Alterações normais e patológicas

2. Você é o que pensa ser: auto imagem

3. A força do emocional

 

Capítulo VII: Rosto refletido no espelho social

1. O peso do fator econômico

2. O peso do fator social

3. Estruturas políticas e sociais

 

Capítulo VIII: Só vive o presente quem projeta o futuro

1. A dolorosa passagem para a velhice

2. A sublime arte de envelhecer

3. Abrindo caminho para uma nova realidade

 

Capítulo IX: Asilo: começo do fim ou início de nova etapa?

1. O peso de uma nomenclatura

2. Realidades muito diferentes

3. Percepções diferentes

 

Capítulo X: Sem medo de morrer: condição do bem viver

1. Diferentes compreensões da morte

2. É morrendo que se vive

3. A morte como possibilidade de ultrapassar os limites do humano

 

INTRODUÇÃO GERAL

O ser humano pode ser definido como um ser movido por aspirações. Entre estas aspirações podem ser elencadas a da felicidade, a da eterna juventude e a da imortalidade. Ainda que cada uma dessas aspirações apresente contornos diferentes, no fundo parecem indissociáveis. Daí os mitos correspondentes, e que trazem à tona sempre o incontido desejo a própria condição humana. Os avanços contínuos e cada vez mais acelerados na Medicina em geral e na Biogenética e Biotecnologia de modo particular, parecem servir como ponte entre mito e realidade. A média de idade tende a ser cada vez mais dilatada e a qualidade de vida se coloca sempre mais ao alcance de um sempre maior número de pessoas. Articular dialeticamente sonho e realidade é o objeto do nosso primeiro capítulo.

 

Ainda que o planejamento familiar e a política demográfica sejam preocupações recentes, de alguma forma tanto a transmissão da vida, quanto o equilíbrio populacional sempre estiveram presentes. Já desde Maltus, na primeira metade do século XIX, a superpopulação começou a ser vista como uma grande ameaça. O fantasma da “explosão demográfica” influiu também, e muito sobre o Brasil. Hoje começa a se esboçar outro tipo de preocupação: o do envelhecimento populacional. Daí a importância de se ter clareza sobre o significado tanto do planejamento familiar, quanto de política demográfica. O acerto ou o erro nestes dois planejamentos vai ter profunda incidência sobre o envelhecimento. Dependendo como são feitos, vão criar condições mais favoráveis não apenas para uma vida mais longa, como sobretudo um envelhecimento bem sucedido. Ou, estratégias de controle irão projetar ainda mais preconceitos sobre as pessoas de idade. Em vez de serem vistas como bênção, passam a ser vistas no mínimo como um peso social. Esse é objeto do nosso segundo capítulo: situar melhor a questão demográfica, com seus reflexões imediatos sobre envelhecimento bem, ou então mal sucedido.

 

Uma concepção um tanto fixista da história, levou a uma concepção um tanto fixista da vida. Assim se definia de maneira bastante precisa o que seria um embrião, o que seria um feto, o que seria uma criança, um adolescente, um adulto, e conseqüentemente uma pessoa de idade. Entretanto, hoje, quando a velocidade estonteante é a principal marca de tudo o que existe e vai sendo criado, não há como deixar de perceber que a vida é um processo. Processo de crescimento e processo de envelhecimento. Um paralelo entre esses dois processos pode ser ilustrativo. Várias teorias do desenvolvimento humano irão ampliar os horizontes da nossa compreensão não apenas do significado da terceira idade, mas de cada uma das idades. Estas teorias nos ajudarão a compreender a vida no seu todo como uma processo, onde perdas são compensadas com ganhos e ganhos se apresentam como fruto de uma conquista, e não como fruto do acaso. É disso que nos ocuparemos no capítulo terceiro.

 

Entretanto, na exata medida em que as pessoas passaram a ter vida mais longa , vão se colocando algumas perguntas de cunho existencial, e com grande repercussão sobre a maneira de viver. A primeira delas diz respeito à qualidade de vida. Vai ficando sempre mais evidente para todos que de nada adianta viver muito em meio a todo tipo de limitações e sofrimentos. Buscar qualidade de vida para si e para a sociedade é mais do que um sonho: é um projeto. Até que ponto qualidade de vida remete para a genética? Até que ponto depende do empenho pessoal? Até que ponto remetem para o meio ambiente? Para estruturas sociais, econômicas e políticas? Qual o influxo da vida espiritual? Essas e outras questões do gênero nos ocuparão no quarto capítulo.

 

Uma concepção um tanto fixista da história, levou a uma concepção um tanto fixista da vida. Assim se definia de maneira bastante precisa o que seria um embrião, o que seria um feto, o que seria uma criança, um adolescente, um adulto, e conseqüentemente uma pessoa de idade. Entretanto, hoje, quando a velocidade estonteante é a principal marca de tudo o que existe e vai sendo criado, não há como deixar de perceber que a vida é um processo. Processo de crescimento e processo de envelhecimento. Um paralelo entre esses dois processos pode ser ilustrativo. Várias teorias do desenvolvimento humano irão ampliar os horizontes da nossa compreensão não apenas do significado da terceira idade, mas de cada uma das idades. Estas teorias nos ajudarão a compreender a vida no seu todo como uma processo, onde perdas são compensadas com ganhos e ganhos se apresentam como fruto de uma conquista, e não como fruto do acaso. É disso que nos ocuparemos no capítulo terceiro.

 

Uma vez esclarecido o conceito referente às pessoas de idade, e uma vez ressaltado o fato de que tudo é processual, convém aprofundar o conhecimento das características principais, que normalmente acompanham as pessoas de idade, em contraposição às características que acompanham as pessoas de outras faixas etárias. No enorme leque de aspectos, nos deparamos de imediato com os aspectos físicos. Por mais que hoje se tenda a disfarçar a idade, através de múltiplos expedientes, as marcas físicas podem ser menos visíveis, mas nem por isso menos atuantes. Uma vez que a preocupação com a aparência física é crescente, convém dedicar a elas todo um capítulo. No caso será nosso quinto capítulo, onde procuraremos articular as várias dimensões do corpo e da corporeidade num contexto determinado.

 

E, no entanto, tão importantes quanto as marcas físicas são as marcas psicológicas. A psicologia como ciência não apenas foi se desdobrando em múltiplas escolas, como foi adquirindo sempre maior credibilidade. Ela se torna um referencial obrigatório quando se pensa em vida saudável. Como é que a pessoa vai se sentindo na medida em que vai vivendo? Com razão se observa que não existem apenas rugas externas, que marcam o rosto: existem também rugas internas... feridas e frustrações que vão se aninhando no coração. Quais são os sonhos que ainda podem ser cultivados e quantas são as desilusões? Será verdade que pessoas de idade necessariamente serão pessoas que vão somando perdas e desilusões? A estas questões dedicaremos nosso capítulo sexto.

 

Marcas físicas e psicológicas são sem dúvidas importantes tanto para as próprias pessoas idosas, quanto para as outras que com elas convivem. E no entanto, tanto as marcas físicas, quanto psicológicas remetem para uma direção até certo ponto inesperada: as marcas sociais. As pessoas não se auto compreendem e não se auto avaliam a partir apenas de si próprias, da sua exterioridade e da sua intimidade. Cada pessoa vê seu rosto refletido no espelho da sociedade e, de alguma forma, internaliza aquela imagem que ela vê. Dada sua crescente importância, sobretudo quando se têm presente a complexidade crescente das relações sociais, vale à pena nos determos sobre este rosto social. Inclusive porque é justamente a partir dele que poderemos trabalhar as pessoas nos seus aspectos físicos e psicológicos. A sociedade é uma das matrizes fundamentais da personalidade. Este é o objeto do sétimo capítulo.

 

À primeira vista com esses sete capítulos teríamos delineado mais ou menos quem são e como se comportam as pessoas de idade. Teríamos também delineadas as linhas de um projeto social para integrá-las, ou ao menos para que elas não se sintam tão excluídas. E no entanto não só o presente, como também o futuro de uma pessoa dependem muito dos projetos de futuro que as pessoas fazem para si próprias. Uma pessoa sem projetos já é uma pessoa perdida no espaço e no tempo. A passagem da idade madura para as etapas posteriores nem sempre é fácil. Projetos pessoais e sociais são de suma importância para que essa transição acontece de modo não só menos traumático, como também de modo frutuoso para as pessoas e a sociedade. É isso que deveremos analisar melhor no nosso oitavo capítulo.

 

Uma vez delineadas as questões que levantamos até aqui, agora já é tempo de deixarmos a s tentativas de compreensão, para nos abrirmos para práticas concretas. Como lidar com o idoso? Seria melhor deixá-lo no seio da família, ou buscar uma casa de repouso? E quais são os cuidados mais importantes tanto numa quanto na outra opção, da família ou da casa de repouso? E independente do lugar, evidentemente que o tratamento adequado requer especial atenção para os aspectos que caracterizam cada uma das pessoas. Ou seja: cada pessoa tem sua história, suas desilusões, seus sonhos. A velhice, mesmo se passada num asilo não precisa forçosamente ser considerada como o começo do fim: pode perfeitamente ser considerada como o começo de uma nova etapa. Este é o objeto do nono capítulo.

 

De alguma forma a sociedade de hoje vive como nunca o paradoxo da vontade de viver para sempre e a realidade cotidiana da morte. Não é a idade nela mesma que vai caracterizar a certeza da morte, ou até mesmo a maneira de se defrontar com ela. De alguma forma se deveria dizer que quem não tem medo de morrer são as pessoas que sabem bem viver. O medo da morte não constrói. O que constrói é a certeza de que mesmo sendo inevitável ela pode ser considerada como uma etapa decisiva para o pleno amadurecimento humano. É sobre o sentido do viver e do morrer que refletiremos no décimo e último capítulo.

 

SERVIÇO

Lançamento do livro

Data: 25/06/2010 – Sexta-feira

Horário: 20h

Local: Centro Educacional Terra Santa

Rua Monsenhor Bacelar, 590

Valparaíso – Petrópolis/ RJ

Tel.: (24) 2242-0525/ (24) 2246-1061

 

Livro: Colhendo flores entre espinhos

Editora Vozes

ISBN: 9788532640246

www.editoravozes.com.br

 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO – COMUNICAÇÃO LIVRE

Carla Coelho

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(24) 2231-9707/ (24) 9955-2730/ (21) 9278-0555




 

 

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