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  Samu é a Principal meta da Saúde para 2012

Data: 17/11/2011

Para 2012, o governo municipal investirá na saúde R$ 183 milhões, que correspondem a 28% do orçamento municipal e é bem mais do que o mínimo permitido pela Constituição Federal, que é 15%. De acordo com a secretaria de Saúde, Aparecida Barbosa, a principal meta para o próximo ano é completar a implantação do Samu – Serviço de Atendimento Móvel de Emergência. A Ampliação de leitos de UTI e a construção do Posto de Saúde do Vale do Cuiabá também fazem parte das metas estabelecidas para 2012. Entretanto, as filas de cirurgia apresentam um problema para o cidadão, que necessita do serviço público de saúde. Já o Plano de Cargo, Carreira e Salário (PCCS) dos funcionários do setor ainda terá que contar com debates entre o governo, a categoria, sindicato e sociedade, pois para ser implantado será necessário, além de um recadastramento dos servidores, discutir e apontar onde poderá haver corte para possibilitar o pagamento. A discussão sobre o convênio com a Fase/FMP na gestão do Serviço Social Autônomo Hospital Alcides Carneiro (Sehac) tomará novos rumos.

 

·        Recursos

Petrópolis é a Terceira do estado do Rio de Janeiro que mais investe recursos na área da Saúde. A média nacional é 22% e o município tem o histórico de estar acima desse percentual.

Mesmo estando bem nesse ranking, são necessários bem mais recursos para garantir uma saúde melhor. Entretanto, a forma como esses recursos são aplicados, é essencial.

A Soma dos repasses do SUS em 2010 foi de R$ 147 milhões, incluindo federal, municipal e estadual. De acordo com a secretária de Saúde, o percentual mais baixo investido em 2008 exigiu mais em 2009 por que o custo médio é de 28% do orçamento.

·        SAMU

A instalação das duas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do Centro e de Cascatinha, que realizam em média, 310 atendimentos por dia cada uma, permitiu que outras mudanças pudessem ocorrer no setor. Além disso, com a implantação do Samu, o serviço na rede será complementado, diminuindo a pressão das urgências.

- As UPAs estão funcionando muito bem e com elas podemos colocar o (pronto socorro) Alto da Serra com clínica médica e pediatria, o (hospital) Nélson de Sá Earp com clínica médica, ortopedia e referência ambulatorial e o HAC com pediatria e clinica médica. Nosso grande desafio é completar a implantação do Samu, que não é remoção de paciente – afirmou.

A coordenação do sistema, que inclui 16 municípios, será de responsabilidade de Petrópolis, chamada de Central de Regulação Médica, que funcionará num prédio localizado na entrada do Quarteirão Brasileiro, próximo ao Corpo de Bombeiros.

Serão duas unidades de suporte básico descentralizadas e uma de suporte avançado.

O Call Center 24 horas é composto por profissionais de saúde treinados que permite orientação por telefone, como já ocorre em diversos países. De acordo com a estatística do programa Samu, 75% dos chamados são resolvidos por orientação por telefone, 20% por meio do suporte básico e apenas 5% pelo suporte avançado.

- Quando uma pessoa passa mal em casa, hoje não tem para quem ligar. O Bombeiro só atende se for na rua, mas o Samu faz esse trabalho. Se uma criança engole uma moeda, engasga, tem algum problema, o profissional do Call Center já inicia o processo de orientação. Quando é necessário, é chamado o suporte básico ou, dependendo do caso, o suporte avançado.

No Call Center já vão regulando as vagas de internação, que é vaga zero. Ate o fim de 2012 será implantado. Agora nosso objetivo é buscar financiamento – destacou.

·        Leitos de UTI.

Por ser vaga zero, isso significa que é obrigatória a internação, mas os leitos ainda são temas de ações civis públicas da Defensoria Pública, como afirma a defensora pública Andréia Carius.

- Há ações tramitando por causa da falta de leitos de UTI. O mais grave é o caso dos leitos do HAC, que deveriam ser cadastrados no Ministério da Saúde até o fim do mês de Setembro e não teria sido cumprido – destacou a defensoria.

De acordo com a secretária de Saúde, cinco leitos do HAC estão prontos, mas não funcionam por que tem que ser contratada equipe e a Secretaria espera a habilitação de Brasília por meio da publicação de uma portaria que chegou a ser solicitada novamente pela secretária e pelo prefeito Paulo Mustrangi durante a visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Entretanto, com o aumento no valor do repasse para os hospitais, o número de leitos será ampliado.

- Estamos conversando a ampliação dos leitos com o Hospital Santa Teresa e com o HAC por que como dobra o valor, os hospitais agora querem ter os serviços. Depois de 13 anos tramitando, conseguimos terminar o credenciamento das oito UTIs neonatais do HAC por que o município não recebia por eles. Os cinco leitos adultos já estão prontos e agora esperamos a publicação da portaria , que deve ser até o fim do ano. Além disso, são três leitos no Sanatório de Corrêas – disse Aparecida Barbosa.

·        Filas para Cirurgias

Já em relação às cirurgias eletivas e emergenciais, que são uma grande preocupação da população nas áreas de urologia, oftalmologia, ginecologia e ortopedia, as noticias são preocupantes.

De acordo com a defensora pública Andréia Carius, está aguardando uma liminar de juízo. Segundo ela, há pessoas na fila há mais de um ano à espera de cirurgia, principalmente oftalmologia.

A secretária de Saúde reconhece as filas para cirurgia e afirma que é dada prioridade aos casos crônicos.

- Catarata, a fila é muito grande. Já foram feitas quatro reuniões buscando formas de resolver a situação e em breve vamos anunciar uma alternativa. Estamos regularizando a cirurgia ginecológica. As cirurgias ortopédicas estão sendo feitas no (hospital) Santa Teresa, mas é importante ressaltar que o paciente primeiro tem ser estabilizado. As eletivas são feitas na Casa Providência e no HAC, assim como cirurgia vascular e urológica. Estamos dando programando as cirurgias dando prioridade aos casos crônicos – afirmou Aparecida Barbosa.

·        Exames

No caso dos exames, a ressonância magnética ainda é um problema, já que não existe o equipamento no município. Os exames precisam ser realizados em Caxias, Três Rios e Teresópolis. A secretária informa que o equipamento é muito caro, custa em média US$ 3 mil e está fora da tabela do SUS, por tanto para compra-lo a nota tem que ser paga pelo município.

- Temos muito pedido de ressonância magnética. Fazemos uma média de 65 exames por mês. Os mais graves são encaminhados para Teresópolis. Mas conseguimos colocar o mamógrafo do Centro de Saúde em funcionamento e está funcionando bem, sem filas. A espera é de no máximo uma semana. No HAC também tem mamógrafo e nossa preocupação foi de instalar um mais moderno, que faz um diagnostico profundo – disse a secretária de Saúde.

·        Posto do Vale do Cuiabá é prioridade

A mudança do Centro de Especialidades da Rua Dom Pedro para o espaço ao lado da UPA Centro ficou em segundo plano por causa da tragédia do Vale do Cuiabá.

Dessa forma, a construção do Posto de Saúde se tornou prioridade, já que atualmente os atendimentos estão sendo realizados em containers.

- O terreno já foi desapropriado pelo estado com o governo federal. Após a entrega do Posto do Vale do Cuiabá, vamos passar para o Centro de especialidades até por que é contraditório deixar o atendimento no container enquanto no Centro de Especialidades tem um local, que precisa melhorar, mas tem – disse.

A rede conta hoje com 53 postos de saúde, incluindo os 43 Postos de Saúde da Família (PSF). O Objetivo do governo municipal é ampliar, mas a secretária acrescenta que primeiro é preciso melhorar as unidades existentes.

- O ideal é chegar a uma cobertura de 43%. Tem que ter equipe completa, abrir com qualidade. Quando entramos no governo, encontramos unidades desabastecidas e hoje estão absolutamente abastecidas com insumos, remédios. Antes era escândalo nos jornais o tempo todo. Estamos trabalhando a cura, mas ainda investindo pouco na prevenção – declarou a secretária de Saúde, referindo-se aos recursos aplicados na Atenção Básica em 2010 – R$ 12 milhões – em relação a Média e Alta Complexidade, que consomem R$ 60 milhões contando com R$ 55 milhões de repasse federal mais R$ 5 milhões do Estado.

Fonte: Diário de Petrópolis, Domingo, 13 de novembro de 2011. Página 5.




 

 

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