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  Magé aceita cooperar para reativar o trem

Data: 07/06/2011

Magé aceita cooperar para reativar o trem

 

            Prevista para ser formalizada até o fim do mês que vem, a assinatura do acordo de Cooperação Técnica entre governo do estado e as prefeituras de Petrópolis e Magé para a reativação da estrada de Ferro Príncipe Grão Pará vai viabilizar o início dos estudos de engenharia, ambientais e sociais para que o projeto comece a sair do papel. O assunto será discutido também em audiência pública no dia 14, com integrantes da comissão de Turismo da Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj). A expectativa é de que o trem que vai ligar os dois municípios, impulsionando o turismo em Petrópolis e tornando Magé ainda mais atrativa para indústrias, entre em operação no ano que vem. A execução das obras, que requer um investimento de R$ 70 milhões, será custeada com recursos dos governos do estado e federal.

            Acompanhados pelo deputado estadual Bernardo Rossi (PMDB), pelo presidente da Câmara de Vereadores de Petrópolis, Paulo Igor (PMDB), e pelo vereador Albano Filho (Baninho), integrantes do grupo de trabalho para reativação da Estrada de Ferro (GTTrem) foram recebidos pelo prefeito de Magé, Anderson Cozzolino, que, na sexta-feira, assinou uma carta de compromisso, um passo importante para o andamento do projeto. “Neste documento, o município de Magé se compromete a apresentar à Secretaria de Estado de Transportes toda a documentação necessária para a formalização do acordo de cooperação, que deverá ser assinado em uma solenidade em Petrópolis”, explica o presidente da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária e autor do projeto de reativação da Estrada de Ferro Príncipe Grão Pará, Antônio Pastori. Para a prefeitura de Magé, além de significar meio de transporte alternativo intermunicipal, a ferrovia vai viabilizar a ligação marítima pelo Porto de Mauá, onde poderá haver o escoamento, no futuro, de transporte de carga e passageiros que utilizarão os dois meios de transporte, ferroviário e marítimo. Magé é apontado como município estratégico para o Comperj, e os dois tipos de transporte vão agregar mais atrativos para a instalação de indústrias na região.

            O projeto prevê a recomposição de seis quilômetros de trilhos, sendo quatro no trecho entre o Alto da Serra e a Raiz da Serra, e dois deste ponto até a Vila Inhomirim, em Magé. A previsão é de que a linha férrea entre em operação antes da Copa do Mundo em 2014 e atenda mais de mil pessoas por dia, uma média de 400 mil por ano. O preço das passagens deverá variar entre R$ 15 e R$ 25 e o percurso até Magé poderá ser feito em menos de 30 minutos. a parte de infra-estrutura da ferrovia, como a instalação dos trilhos e viadutos ficará a cargo do governo do Estado.      

            As prefeituras de Petrópolis e Magé ficarão responsáveis pela regulamentação fundiária e revitalização da área, projetos que serão custeados com recursos provenientes do programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida. A execução do projeto requer investimentos da ordem de R$ 70 milhões para obras de infra-estrutura, retirada de moradores, revitalização e compra de trens. Inaugurada em 1883, com as presenças do imperador Dom Pedro II e do Barão do Rio Branco, a Ferrovia Príncipe Grão Pará funcionou durante 81 anos, sendo desativada em novembro de 1964.

 

Fonte: Tribuna de Petrópolis, 07 de junho de 2011




 

 

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