Petrópolis, 19 de Agosto de 2019.
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  Petrópolis quer revitalizar três áreas históricas

Data: 06/10/2009

Petrópolis quer revitalizar três áreas históricas

 

 

            Petrópolis vem cumprindo todas as etapas para conseguir recursos dentro do Plano de Ação para Cidades Históricas, também conhecido como PAC das Cidades Históricas, que prece a liberação de verbas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional para obras de restauração e infraestrutura em 173 municípios de todo o país. O programa federal, que no Estado do Rio vem sendo coordenado pela superintendência do Iphan, é uma ação conjunta entre Governo Federal, estados e municípios. De acordo com a diretora do escritório técnico do Iphan em Petrópolis, Laura Bahia, que está responsável por projetos de 12 municípios do Rio, a Prefeitura de Petrópolis vem cumprindo todas as etapas e tem grandes chances de conquistar uma fatia dessas verbas federais. “Petrópolis tem uma possibilidade grande de conseguir esses recursos. O município apresentou propostas consistentes, viáveis, com planos de ação bem feitos. A Secretaria de Planejamento está cumprindo bem os requisitos de todas as etapas”, avalia Laura Bahia.

            Ela lembra que a proposta do município é de revitalização de três áreas. “Além do Centro Histórico, existem propostas para áreas que nos preocupam muito, como o Meio da Serra (na Serra Velha da Estrela) e o bairro Cascatinha”, explica Laura Bahia, lembrando que entre as propostas apresentadas as que mais chamaram atenção foram a revitalização das praças e o cabeamento subterrâneo (retirada da fiação aérea). “O cabeamento subterrâneo em Petrópolis é o sonho do Iphan, pois ele valoriza o aspecto paisagístico e arquitetônico de cidades históricas”, acrescenta.

            O secretário de Planejamento, Agnaldo Goivinho, que está defendendo as propostas de Petrópolis no Âmbito federal, explica que até o momento duas das quatro etapas do programa já foram cumpridas. “Definimos as áreas do Centro, Cascatinha e Meio da Serra para serem reabilitadas. Conseguimos cumprir duas etapas e nesse momento estamos fazendo um trabalho de diagnóstico em conjunto com o Iphan e com o Inepac (Instituto Estadual do Patrimônio Arquitetônico e Cultural) para que possamos fechar o convênio. Além do projeto nessas três áreas, podem haver também intervenções em algum imóvel isolado, desde que haja a aprovação das três esferas”, explica Goivinho.

            A intenção do governo é conseguir recursos para investimentos em infraestrutura das áreas apresentadas. “Por enquanto ainda não temos os projetos, estamos fazendo apenas um diagnóstico, mas a intenção é conseguirmos melhorias no conjunto tombado, pavimentação, retirada da fiação aérea, reabilitação de fachadas descaracterizadas, recuperação de imóveis tombados, calçadas, padronização do mobiliário, reurbanização e paisagismo. Mas será esse trabalho de diagnóstico que apontará as diretrizes do projeto”, adianta.

            Além de promover a revitalização do patrimônio, o PAC das Cidades Históricas vai contribuir também para geração de empregos nas cidades. “Esse investimento traz uma perspectiva de geração de trabalho e renda. Estamos falando não só em gerar empregos nas obras, mas também nos empregos indiretos na área de turismo e cultura”, lembra Goivinho.

            Segundo o secretário a expectativa é de que as duas etapas restantes sejam cumpridas e que até o fim do mês de novembro o convênio possa ser firmado. Segundo o secretário, o montante de verbas que a cidade poderá receber ainda não está definido, mas a expectativa é q de que, cumpridas todas as etapas, a cidade possa firmar o convênio e começar a receber os recursos no ano que vem.

            O novo programa do governo envolve recursos da Casa Civil e dos ministérios das Cidades, do Turismos e da Educação.

 

 

Fonte: Tribuna de Petrópolis, 03 de outubro de 2009.




 

 

Área do Município: 795.798 km²
População estimada (2013): 297.888 habitantes (95% alfabetizada)
Densidade Demográfica (2013): 371,85 habitantes/km²
PIB (2011): R$ 9.212.328.000,00 (R$ 30.925,47 per capta)
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (2010): 0,745 (13º dentre 92 no RJ)
Fonte: IBGE
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