Petrópolis, 09 de Dezembro de 2019.
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  D. Hélder II

Data: 14/02/2009

Um belo testemunho desta convicção foi a criação do Banco da Providência (1.959), "um banco para os pobres que não têm acesso aos bancos do sistema financeiro". Dom Hélder inventou um novo padrão para a filantropia. Implementou, em 1.959, três conceitos que só muitos anos depois vieram a ser exigência na qualificação em projetos sociais: 1)autossustentação. Para isso, criou a Festa da Providência, principal fonte de arrecadação de recursos. 2) sociedade civil organizada. Assim, imprimiu aos seguidores de suas idéias o compromisso da esfera religiosa atuar como importante articuladora da sociedade civil. 3) voluntariado, como o principal eixo de sustentação destes valores compartlhados.

 

Hoje, em vésperas de completar 50 anos de atuação no município do rio de Janeiro, o Banco da Providência focou a sua atuação no Programa de Inclusão Social de Famílias. Passou por um Programa de planejamento estratégico com o apoio da Fundação Brava e do instituto de Desenvolvimento Gereancial. Adotou modernos instrumentos de gestão e implementou a cultura de trabalhar com metas de inclusão social. Aumentar a renda dos que vivem no IDHclassificados como de extrema pobreza, desenvolver competências para"aprender a aprender" através de um processo de formação para o empreendedorismo e do apoio financeiro, criar oportunidades de trabalho decente, oferecer cursos de capacitação para alcançar perfil de empregabilidade, desenvolver as habilidades para as pessoas assumirem corresponsabilidades na família e na comunidade, compõem a estratégia atual do Banco da Providência. Sobretudo, colaborar em promover o desenvolvimento humano.Mantém-se fiel ao exercício da solidariedade, condição necessária à ampliação da cidadania. Em números, atendemos a cerca de 40.000 pessoas/ano.

 

Este é o desafio dos que receberam de Dom Hélder o legado de continuar o Banco da Providência: a prioridade tem que ser a pessoa humana e a sua dignidade! Em tempos de fóruns globais vamos seguir as lições de Dom Hélder. (Marina Araújo é diretora-geral do Banco da Providência. E-mail: assessoria@providência.org.br).




 

 

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