Petrópolis, 11 de Dezembro de 2019.
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  PROPOSTAS CIDADÃS (Tomo A)

Data: 15/06/2015

 

 

PROPOSTAS CIDADÃS (Tomo A)

Philippe Guédon

 

01 – MERCOSUL

            A idéia de aproximar países no seio de blocos pode ser limitada a papos e tratados entre autoridades, ou incluir os povos em causa. No primeiro caso, as prioridades são de ordem política e o povo assiste passivo. No segundo, alcançamos o mundo real, lá onde estão as raízes que asseguram a permanência da iniciativa. Aqui, como em qualquer outro âmbito, o segredo é a gestão participativa. O Mercosul deveria ter sensibilizado os jovens, multiplicado estágios, intercâmbios, visitas, viagens de mochileiros, homogeneização de níveis de estudos e diplomas, ensejado a formação da identidade “mercosulista”, promovido o portunhol à idioma vivo. Colocado as mercadorias de um país nas prateleiras do varejo dos demais. Qual! Ficamos no nível da ficção política e jogamos fora a oportunidade. Petrópolis, cidade do Barão do Rio Branco, poderia ter sido um dínamo no bloco, mas não embarcou neste trem.

 

02 – TREM

            Passemos para outro barão, o de Mauá. Petrópolis foi uma das duas pontas da primeira estrada de ferro do Brasil. Os generais da Revolução cometeram o erro severo de desprezar o modal ferroviário e trocaram os trilhos por mais uma ocupação selvagem. Hoje, dependemos da rodovia, ponto parágrafo. Em termos de estratégia, rata monumental. Paladinos do trem surgiram e conseguiram adeptos; mas têm contra si a imensa inércia federal e estadual e a absoluta falta de planejamento a pautar as ações dos poderes públicos. Penso que o nosso povo é a única força a poder recolocar o trem nos trilhos, se quiser botar a boca no trombone. Enquanto isso, mais e mais ocupações acontecem e Estado e União não levantam o dedo mindinho para impedir a tristeza.

 

03 – CIDADES-IRMÃS

            Quantas e quais são as cidades-irmãs de Petrópolis? Qual a razão que fez de cada qual a nossa “irmã”? E o que fazemos com essas cinco leis? Mérignac é uma pequena cidade próxima à Bordeaux. Lá, ninguém sabe da existência deste enlace; aqui, ninguém se lembra da razão a originar a estreita relação. E, o mesmo acontece com outras quatro cidades (Sintra em Portugal, Blumenau, Orleans/SC e Areal). Constato, uma vez mais, a evidência que tema sem coordenador designado fica a balouçar como garrafa pet no oceano.

 

04 – RPPS

            A LDO anuncia, ano após ano, o Apocalipse cada vez mais próximo em matéria de regime próprio de previdência social; onde devemos procurar, nas sucessivas LOAs, as medidas para evitar o fim do mundo? Como ignorar uma previsão que nos é reiterada a cada doze meses? O desequilíbrio do RPPS é problema de todos; dos servidores e da população, e assim Brasil afora. Já passou da hora da sociedade convidar a ABIPREM, o Ministério da Previdência e peritos atuários virem nos falar a respeito.

 

05 – PETRÓPOLIS E A BR-040

 

            As obras vão avançando e devem ficar prontas no final do ano que vem. As mudanças nos fluxos de entrada na cidade vão exigir obras no encontro da Duarte da Silveira e Bingen, diante do Hospital Santa Teresa, e no final da Rua Paulino Afonso em frente ao Colégio Santa Catarina, entre outras. Quem as custeará?Já estão planejadas? O tema mereceu a atenção que o nosso Plano Diretor exige, alguma Lei foi votada, o Plano de Mobilidade incluiu esta inquietação?




 

 

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