Petrópolis, 10 de Dezembro de 2019.
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  De janeiro a agosto, foram registrados 35 casos de desaparecimento em Petrópolis

Data: 03/12/2013

 

Foto: Alexandre Carius

 

O desaparecimento do costureiro Luiz Cláudio Inácio, de 35 anos, e de dois jovens de areal, de 17 e 18 anos, no qual foi localizado apenas o carro (carbonizado) ainda não foram solucionados. No primeiro caso, nem a quebra de sigilo bancário da vítima forneceu pistas da causa do desaparecimento. Segundo os dados do Instituto de Segurança Pública – ISP, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Segurança Pública – Seseg, entre janeiro e agosto deste ano foram registrados 35 casos de pessoas desaparecidas, número 23,92% menor do que no mesmo período de 2012.

A 106ª Delegacia de Polícia (Itaipava) segue investigando o caso do costureiro desaparecido desde do dia 11 de novembro. Sem nenhuma pista sobre a causa do desaparecimento, o caso intriga os investigadores da unidade policial. “Um caso como esse, em que a pessoa não tinha inimigos declarados, passagem pela polícia, envolvimento com o tráfico e desaparecer dessa forma é muito atípico. Em 90% dos casos que recebemos aqui, a família vem registrar o desaparecimento de um familiar e essa pessoa aparece no máximo dois dias depois. Ou uma jovem que dormiu na casa do namorado e não avisou, ou alguém que bebeu demais e dormiu na rua. Agora um caso como este é raro e por isso toda a mobilização da polícia, que segue investigando”, explica o inspetor Celso Mayo, que coordena a investigação no caso de Luis Cláudio.

O caso do costureiro segue sem novidade. Segundo Mayo, uma quebra de sigilo telefônico é aguardada junto à justiça. “O bancário não revelou nada que pudesse servir de indício. Não havia grande quantia em dinheiro que indicasse um sequestro, nem mesmo dívidas vultuosas. Agora o telefônico poderá confirmar os depoimentos das pessoas que alegaram ter falado com ele ou até indicar alguma outra ligação suspeita”, afirma.

No caso dos dois menores menores, desaparecidos desde de o dia 23 de novembro, a linha investigativa da 105ªDP (Retiro) e da 108ªDP (Três Rios) aponta para a possibilidade de que o desaparecimento dos jovens esteja relacionado ao tráfico de drogas. Não apenas pela maneira como o carro, em que eles estavam, foi encontrado (carbonizado, abando nado na Estrada do Rocio), como também pelo fato de um deles ter passagem ligada ao tráfico de entorpecentes. Mas nenhuma pista do paradeiro dos jovens foi encontrada.

Este ano, segundo o levantamento do ISP, que só faz referência até agosto, o que não inclui os dois casos citados, foram feitos 35 registros de desaparecimento. Dez na área da delegacia de Itaipava e outros 25 no primeiro e segundo distritos. O número é 23,92% menor do que no mesmo período no ano passado, quando foram registrados 46 casos. Os dois meses com menor número de registros foram abril e julho (apenas dois casos). Já março e maio (sete casos cada) bateram o recorde do ano.  Na unidade de Itaipava, três meses (abril, julho e agosto) não contaram com registros de desaparecimentos. Em compensação, na 105ªDP, não passou um mês em que pelo menos dois caos fossem registrados.




 

 

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