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  "Não adianta atender as grávidas e não ter onde interná-las"

Data: 24/07/2012

Segundo o diretor do HAC, Lécio Carneiro, no período crítico foi preciso improvisar

Nesta semana, a maternidade do Hospital Alcides Carneiro (HAC) voltou a ficar superlotada por causa da interrupção do atendimento na Casa Providência, que voltou ao normal somente na noite de sexta-feira. Também nesta semana, o diretor técnico do HAC, Lécio Carneiro, falou com exclusividade para a Tribuna sobre a situação da maternidade, afirmando que “numa situação normal, temos condições técnicas e físicas para atender as gestantes”.

De acordo com ele, a maternidade do HAC tem 29 leitos, com três médicos obstetras de plantão diariamente, além de toda a equipe de saúde necessária para o funcionamento, assim como dois pediatras de plantão na emergência, que fazem o primeiro atendimento às crianças recém-nascidas. “Esta equipe é a ideal para atender a nossa demanda numa situação normal, o que não aconteceu com o fechamento da maternidade da Casa Providência, quando tivemos que contratar mais um obstetra”.

No período em que a maternidade do HAC atendeu acima da sua capacidade, o setor de ginecologia foi transferido para outro local, o que permitiu a abertura de novos leitos, o que, segundo médico, é uma medida emergencial. “No período crítico, tivemos internadas quarenta e três gestantes, e não ficaram confortáveis, pois tivemos que improvisar”, comentou o médico, que entre a noite de quinta-feira e o dia de sexta-feira voltou a sofrer com a superlotação.

Lécio Carneiro afirmou ainda que as duas maternidades estão atuando na sua capacidade e, pelo tamanho da cidade e por atenderem pacientes de outros municípios, haveria necessidade de uma ampliação dos leitos ou a inclusão de outra maternidade. “Quando nos vimos obrigados a receber as gestantes que vinham da Casa Providência, o nosso questionamento foi onde colocar estas pacientes, pois não basta apenas atender é preciso ter onde interná-las”, comentou, lembrando que houve pacientes que ficaram no corredor, mas aguardando internação e não internadas, o que não ocorreu na sexta-feira, quando uma paciente acabou ficando internada e por falta de leito ficou no corredor.

Segundo o diretor técnico do HAC, esta situação acontece apenas se a Casa Providência deixar de atender, pois normalmente as duas unidades conseguem atender a demanda. Ele lembra que a maternidade do Alcides Carneiro é de alto risco e por isso, mesmo atendendo paciente de baixo risco, precisa manter leitos para atender os casos complicados, seja atendido no HAC ou na Casa Providência.

Com relação às reclamações de que gestantes foram encaminhadas para casa depois de atendimento na emergência, Lecio Carneiro disse que este procedimento é normal. Em média, a maternidade do HAC atende de 30 a 35 gestantes por dia e muitas estão com dores e por isso são orientadas a ir para casa. “Se fossemos internar todas as pacientes com dores não iríamos dar conta, ficaríamos com todos os leitos ocupados e não conseguiríamos atender a gestante em trabalho de parto”.

O diretor técnico do HAC explicou que o hospital não teve problemas com o Ministério Público (MP) e nem com a Defensoria Pública. De acordo com ele, quando houve o anúncio do fechamento da maternidade da Casa Providência, o MP questionou qual a capacidade de atendimento do HAC. “Informamos a quantidade de leitos que tínhamos e que teríamos dificuldade de atendimento, o que nos possibilitou manter um diálogo e procurando atender toda a demanda”.

 

Rogério Tosta

Redação Tribuna




 

 

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