Petrópolis, 23 de Agosto de 2019.
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  Engarrafamentos geram impactos negativos ao setor industrial

Data: 20/09/2014

Engarrafamentos geram impactos negativos ao setor industrial

 

DIário de Petrópolis, Sábado, 20 de setembro de 2014

 

Mais do que desconforto, falta de mobilidade urbana gera impacto na economia

 

Passar mais tempo do que o necessário preso em congestionamentos, muitas vezes em pé em ônibus cheios, é extremamente desagradável, porém, além de cansativo e estressante para o cidadão, a falta de mobilidade urbana pode ser um grande prejuízo para a economia de um município. Entregas que atrasam, combustível desperdiçado, perda de produtividade do funcionário. Um caos.

 

O aumento no consumo do combustível não só acarreta um gasto maior por si só, como também contribui para que o produto de torne mais caro, (quanto maior a demanda, maior o preço). Caminhões de entregam demoram mais tempo e percorrem um trajeto menor. Assim, para dar conta dos pedidos e atender seus clientes, muitas empresas precisam aumentar a frota, gerando mais gastos.  Mais caminhões na rua geram mais engarrafamento. Um ciclo vicioso. Lembrando que todas essas despesas, no fim, acabam sendo repassadas para o consumidor.

 

“A questão da falta de mobilidade urbana está sendo debatida na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, pois influência na competitividade de um setor ou determinada região. O problema traz impacto e prejuízos econômicos para toda a sociedade” – explica o gerente regional da Firjan, Ary Pinheiro.

 

A solução para o problema que, assim como Petrópolis, muitas cidades enfrentam no trânsito, pode resultar de várias ações, ou da combinação de algumas delas. No entanto, o Instituto Philippe Guédon Pró Gestão Participativa acredita que ações simples como andar a pé ou de bicicleta sempre que possível, dar preferência ao transporte coletivo, realizar caronas solidárias, evitar os horários de rush, não parar o carro em local inadequado são algumas mudanças que cada um pode realizar no seu cotidiano e gerar uma grande melhoria na vida do coletivo. “Nós, do IPGP, acreditamos que as coisas só vão para frente através da integração e participação coletiva em prol do bem comum da sociedade” – indica Paulo Martins, diretor do IPGP.

 

Semana da Mobilidade

 

O Instituto Philippe Guédon Pró Gestão Participativa está promovendo a Semana da Mobilidade, de 15 a 22 de setembro.  Iniciativa inédita da sociedade civil organizada, a Semana da Mobilidade prevê a divulgação, principalmente pela internet, de uma série de vídeos, que abordam questões como a utilização do transporte coletivo, veículos não motorizados e o uso consciente do transporte individual. A campanha, que precede o Dia Mundial sem Carro (22 de setembro), tem o objetivo de conscientizar a população sobre as alternativas para que a mobilidade urbana seja alcançada e, principalmente,

 

 

O IPGP é composto por representantes de diversos setores da sociedade civil e pretende atuar no desenvolvimento de uma consciência de gestão participativa da população em todas as áreas de interesse coletivo, como a saúde, assistência social e ordenamento urbano. A primeira campanha foi fundamentada na elaboração do Plano de Mobilidade Urbano de Petrópolis, que deve estar concluído até abril de 2015.

 




 

 

Área do Município: 795.798 km²
População estimada (2013): 297.888 habitantes (95% alfabetizada)
Densidade Demográfica (2013): 371,85 habitantes/km²
PIB (2011): R$ 9.212.328.000,00 (R$ 30.925,47 per capta)
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (2010): 0,745 (13º dentre 92 no RJ)
Fonte: IBGE
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